A arte de não segurar nos ensina que o que verdadeiramente encontra espaço na nossa existência não permanece por ausência de escolha. Permanece porque, diante de todas as direções possíveis, algo dentro dele aponta de volta para nós.
All posts by Novak
O ESPELHO DE DEUS
O espelho de Deus. No princípio, o homem criou Deus à sua imagem e semelhança. Não por arrogância, como se um oleiro vaidoso moldasse um ídolo para admirar a própria face, mas por necessidade…
QUANDO OS AMIGOS IMAGINÁRIOS CRESCEM
Quando os amigos imaginários crescem. Os adultos aprenderam a dar nomes sofisticados aos seus amigos imaginários. A infância inventa companheiros invisíveis; a vida adulta inventa sistemas de crença…
O Motorista Que Queria Tocar Minha Barba
Claudio Novakz O Motorista Que Queria Tocar Minha Barba Entrei no carro às dez da noite, sentindo ainda o ar condicionado forte do escritório grudado na camisa e o peso do computador no ombro direito, e assim que fechei a porta o motorista virou levemente o tronco, apoiou o braço no encosto do banco e…
Sobre o Alcance da Ação
Sobre o alcance da ação me fez lembrar de de Hillel, um sábio judeu do período do Segundo Templo, que viveu numa época de tensão social e política, e que ficou…
Judeu embriagado
Judeu embriagado é uma crônica sobre o último Purim e as consequências da bebedeira ao chegar no condomínio. Como manda o figurino, fui à sinagoga fantasiado, usando uma roupa que esquentava pra cacete e colava nas costas, e já…
O coitado visto de longe
O coitado visto de longe. Como dizia minha mãe, numa frase simples, dita em tom normal, sem intenção de ensinar lição alguma, “tá com dó do coitado, fique no lugar dele”, e essa frase nunca falou de
Colo de mãe
Colo de mãe. O sofá não era uma peça de design assinada por um arquiteto dinamarquês; era um móvel largo, confortável, que abraçava o corpo e tinha
Deus Voyeur
Deus voyeur. Enquanto isso, há gente dormindo em calçadas, crianças sem acesso à água limpa, mulheres sendo agredidas dentro de casa, religiosos explorando a fé dos outros…
PEQUENAS TRAGÉDIAS
Pequenas tragédias da classe média urbana: Eram 21h45 e o barulho no apartamento vizinho não diminuía. Não era um frequente, que eu já estava acostumado a ouvir às noi…